ESPIRITISMO
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
O Espiritismo é um conjunto de doutrinas espiritualistas que consideram o homem um espírito imortal que alterna experiências nos mundos material e espiritual, de acordo com a doutrina da reencarnação, com o objetivo de evoluir, tanto moral quanto intelectualmente, rumo a Deus. Considera também a comunicabilidade entre os vivos e os mortos, geralmente por meio de um médium, ou seja, de um mediador. A expressão também designa a doutrina e as práticas das pessoas que partilham dessa crença.
Acepção do termo "espiritismo"
O termo espiritismo (do francês antigo "spiritisme", onde "spirit": espírito + "isme": doutrina) surgiu como um neologismo, mais precisamente uma palavra-valise, criada pelo pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (conhecido por Allan Kardec) para nomear especificamente o corpo de ideias por ele sistematizadas em "O Livro dos Espíritos" (1857).Contudo, a utilização do termo, cuja raiz é comum a diversas nações ocidentais de origem latina ou anglo-saxônica, fez com que ele fosse rapidamente incorporado ao uso cotidiano para designar tudo o que dizia respeito à comunicação com os espíritos. Assim, por espiritismo, entendem-se hoje as várias doutrinas religiosas e/ou filosóficas que crêem na sobrevivência dos espíritos à morte dos corpos, e, principalmente, na possibilidade de se comunicar com eles, casual ou deliberadamente, via rituais ou naturalmente. Essa apropriação do termo cunhado por Kardec, por parte de adeptos de outras tradições espiritualistas, é criticada pelos seguidores contemporâneos do pedagogo francês, que o reivindicam para designar a sua doutrina específica.
O presente artigo visa a tratar do espiritismo levando em consideração todos os diferentes usos do termo, enquanto que o artigo doutrina espírita está voltado para descrever o espiritismo conforme sistematizado por Kardec. Essa divisão entre espiritismo (geral) e doutrina espírita (específico) é meramente didática, não implicando apologia a nenhum dos dois usos.
Fundamentos gerais
O espiritismo, apesar das diversas variações, de um modo geral fundamenta-se nos seguintes pontos:- Crença num mundo dos espíritos;
- Possibilidade de os vivos entrarem em contacto com o espírito dos mortos;
Para Kardec, a ligação entre o espírito e o corpo físico, é feita por meio de um conectivo "semimaterial" que denomina de perispírito.
Com relação à questão da reencarnação, ela também não é pacífica, como ilustrado quando do V Congresso Internacional de Barcelona (1934) onde, depois de extensas discussões, ficou estabelecido que:
- "...os espíritas latinos e hindus, representados pelos delegados da Bélgica, Brasil, Cuba, Espanha, França, Índia, México, Portugal, Porto Rico, Argentina, Colômbia, Suíça e Venezuela, afirmam a reencarnação como lei de vida progressiva, segundo a frase de Allan Kardec: 'Nascer, morrer, renascer e progredir sempre', e a aceitam como uma verdade de fato. Os espíritas não-latinos, representados no Congresso pelos delegados da Inglaterra, Irlanda, Holanda e África do Sul, consideram não haver demonstração suficiente para estabelecer a doutrina da reencarnação formulada por Kardec. Cada escola, portanto, fica em liberdade para proclamar as suas convicções a respeito de reencarnação."[2]
História
Segundo a visão espírita, os fenômenos mediúnicos são registrados em diversos lugares e épocas da História, desde a Antiguidade, sob diversas formas. Como exemplo dessa visão de realidade religiosa, refere-se:- a prática ancestral de culto aos antepassados, venerando-os ou rendendo-lhes homenagens por meio de diversos rituais;
- na cultura judaico-cristã encontram-se registados no Antigo Testamento, nomeadamente a proibição de Moisés à prática da "consulta aos mortos" (evidência da existência desta prática entre o povo judeu, uma vez que não se proíbe aquilo que não existe),[3] e a invocação do espírito de Samuel pelo primeiro rei de Israel, Saul, com o recurso a uma necromante[4], e, no Novo Testamento, a comunicação de Jesus com Moisés e Elias no Monte Tabor (Mt, 17:1-9).
- na cultura da Grécia Antiga, a crença em que as almas dos mortos habitavam o submundo e que era possível entrar em contacto com eles, cuja referência mais conhecida encontra-se na Odisséia. Ali Homero narra que Odisseu (Ulisses), rei de Ítaca realizou um ritual conforme indicações da feiticeira Circe, logrando conversar com as almas de sua mãe, e dos seus companheiros que haviam perecido durante a Guerra de Tróia.
- ainda na Grécia Antiga, registram-se os comentários de Platão sobre o "dáimon" ou gênio que acompanharia Sócrates. O mesmo Platão utiliza o termo anamnese ("Anamnesis") na teoria epistemológica e psicológica que desenvolve em seus diálogos Mênon e Fédon (e em uma alusão em Fedro), referindo-se a conhecimentos obtidos pela alma em vidas anteriores.
- os povos Celtas acreditavam que os espíritos regressavam ao mundo dos vivos em certas ocasiões ("Samhain"), crença essa que se encontra na origem das populares festas de "halloween".
- na Idade Média, a persistência popular de crenças em superstições e amuletos para obter protecção.
- na Idade Moderna, as narrativas sobre fantasmas e assombração de locais, ilustrada, por exemplo, pela peça de teatro Hamlet, em que o dramaturgo inglês William Shakespeare apresenta o fantasma do rei assassinado demandando vingança ao protagonista, seu filho.
Actualmente é comum adotar-se a data de 31 de março de 1848, início do fenómeno das Irmãs Fox (ainda que anos mais tarde tenham confessado a fraude e, posteriormente, desmentido a confissão), como marco inicial das modernas manifestações mediúnicas, quando se inicia uma fase de manifestações mais ostensivas[nb 1] e freqüentes do que jamais ocorrera, particularmente nos Estados Unidos da América e na Europa,[nb 2] o que levou muitos pesquisadores a se debruçarem sobre tais fenômenos.
Entre esses pesquisadores destacou-se o professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, que mais tarde, sob o pseudônimo de Allan Kardec, com base em uma série de relatos psicografados, publicou O Livro dos Espíritos.
Diversos usos do termo espiritismo
Espiritismo codificado por Allan Kardec
O termo "kardecista" é repudiado por parte dos adeptos da doutrina que reservam a palavra "espiritismo" apenas para a doutrina tal qual codificada por Kardec, afirmando não haver diferentes vertentes dentro do espiritismo, e denominam correntes diversas de "espiritualistas"[5]. Estes adeptos entendem que o espiritismo, como corpo doutrinário, é um só, o que tornaria redundante o uso do termo "espiritismo kardecista". Assim, ao seguirem os ensinamentos codificados por Allan Kardec nas obras básicas (ainda que com uma tolerância maior ou menor a conceitos que não são estritamente doutrinários, como a apometria), denominam-se simplesmente "espíritas", sem o complemento "kardecista".[5] A própria obra desaprova o emprego de outras expressões como "kardecista", definindo que os ensinamentos codificados, em sua essência, não se ligam à figura única de um homem, como ocorre com o cristianismo ou o budismo, mas a uma coletividade de espíritos que se manifestaram através de diversos médiuns naquele momento histórico, e que se esperava continuassem a comunicar, fazendo com que aquele próprio corpo doutrinário se mantivesse em constante processo evolutivo, o que não se teria verificado, ja que as obras básicas teriam permanecido inalteradas desde então.[carece de fontes?] Outra parcela dos adeptos, no entanto, considera o uso do termo "kardecismo" apropriado.[6] O uso deste termo é corroborado por fontes lexicográficas como o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa[7], o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa[8], o Michaelis Moderno Dicionário da Língua Portuguesa[9] e o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa.[10]
José Lacerda de Azevedo, médico espírita brasileiro, compreendia o kardecismo como uma "prática ou tentativa de vivência da Doutrina Espírita" criado por brasileiros "permeada de religiosidade, com tendência a se transformar em crença ou seita".[11]
As expressões nasceram da necessidade de alguns em distinguir o "espiritismo" (como originalmente definido por Kardec) dos cultos afro-brasileiros, como a Umbanda. Estes últimos, discriminados e perseguidos em vários momentos da história recente do Brasil, passaram a se auto-intitular espíritas (em determinado momento com o apoio da Federação Espírita Brasileira[12]), num anseio por legitimar e consolidar este movimento religioso, devido à proximidade existente entre certos conceitos e práticas destas doutrinas. Seguidores mais ortodoxos de Kardec, entretanto, não gostaram de ver a sua prática associada aos cultos afro-brasileiros, surgindo assim o termo "espírita kardecista" para distingui-los dos que passaram a ser denominados como "espíritas umbandistas".
Historicamente, no Brasil, existiram ainda conflitos entre "kardecistas" e "roustainguistas", consoante a admissão ou não dos postulados da obra "Os Quatro Evangelhos", de Jean-Baptiste Roustaing, nomeadamente acerca da natureza do corpo de Jesus. Para os chamados "roustainguistas" Jesus teve um corpo fluídico, não material, já o os ditos "kardecistas" acreditam que Jesus possuia um corpo de carne como de qualquer ser humano.[13]
Cultos afro-brasileiros
No Brasil Império a Constituição de 1824 estabelecia expressamente que a religião oficial do Estado era o Catolicismo.[15] No último quartel do século XIX, com a difusão das idéias e práticas espíritas no país, registraram-se choques não apenas na imprensa, mas também a nível jurídico-policial, nomeadamente em 1881, quando uma comissão de personalidades ligadas à Federação Espírita Brasileira reuniu-se com o Chefe de Polícia da Corte e, subsequentemente, com o próprio Imperador D. Pedro II, e após a Proclamação da República Brasileira, agora em função do Código Penal de 1890, quando Bezerra de Menezes oficiou ao então presidente da República, marechal Deodoro da Fonseca, em defesa dos direitos e da liberdade dos espíritas.[nb 3] Outros momentos de tensão registrar-se-iam durante o Estado Novo nomeadamente em 1937 e em 1941, o que levou a que a prática dos cultos afro-brasileiros conhecesse uma espécie de sincretismo sob a designação "espiritismo", como em época colonial o fizera com o Catolicismo.
A própria Federação Espírita Brasileira chegou a admitir que os umbandistas eram espíritas, ao declarar:
- "Baseados em Kardec, é-nos lícito dizer: todo aquele que crê nas manifestações dos espíritos é espírita; ora, o umbandista nelas crê, logo, o umbandista é espírita."[16]
- a comunicação entre os vivos e os mortos, admitindo ambas, por conseguinte, a sobrevivência à morte do chamado "espírito";
- a evolução do espírito através de vidas sucessivas (reencarnação);
- o resgate, podendo ser pela dor e sofrimento, das faltas cometidas em anteriores existências.
- a prática da caridade.
- de cerimônias litúrgicas como o batizado e o matrimônio;
- a presença de imagens em seus cultos;
- o emprego de plantas em seus cultos.
- a música dos pontos cantados para as entidades.
No tocante específicamente ao Candomblé, crê-se na sobrevivência da alma após a morte física (os Eguns), e na existência de espíritos ancestrais que, caso divinizados (os Orixás, cultuados coletivamente), não se materializam; caso não divinizados (os Egungun), materializam em vestes próprias para estarem em contacto com os seus descendentes (os vivos), cantando, falando, dando conselhos e auxilindo espiritualmente a sua comunidade. Observe-se que o conceito de "materialização" no Candomblé, é diferente do de "incorporação" na Umbanda ou na Doutrina Espírita. Em princípio os Orixás só se apresentam nas festas e obrigações para dançar e serem homenageados. Não dão consulta ao público assistente, mas podem eventualmente falar com membros da família ou da casa para deixar algum recado para o filho. O normal é os Orixás se expressarem através do jogo de Ifá (oráculo).
No Candomblé, a função dos rituais durante as cerimónias de iniciação é a de afastar todo e qualquer espírito ou influência, recorrendo-se ao Ifá para monitorar a sua presença. A cerimónia só ocorre quando este confirma a ausência de Eguns no ambiente de recolhimento. Os espíritos são cultuados, nas casas de Candomblé, em uma casa em separado, sendo homenageados diariamente uma vez que, como Exú, são considerados protetores da comunidade.
Racionalismo cristão
Espiritismo ramatisiano
Apometria
Conscienciologia
Renovação Cristã
Fenômenos espíritas e a ciência
A investigação dos fatos e causas do fenómeno mediúnico é objecto de estudo pela Pesquisa Psíquica, ramo da parapsicologia (substituindo a metapsíquica). Seu primeiro interesse é o de verificar a ocorrência dos aludidos factos, mediante o uso de metodologia própria, que inclui a estatística e o chamado teste duplo-cego. Faz-se investigação científica também em âmbito universitário, mas os resultados obtidos até o momento não permitem a conclusão científica da existência de espíritos.[nb 4][nb 5]Para além dos aspectos doutrinais, existe uma diversidade de práticas que vêm suscitando uma crescente curiosidade dos pesquisadores da área - a ectoplasmia, psicoquinesia, levitação, telepatia, clarividência, clariaudiência, pré-cognição via onírica (sonhos), psicografia, psicopictografia, medicina e cirurgia mediúnica, radiestesia e rabdomancia.
Kardec, no preâmbulo de "O Que É o Espiritismo?", afirma que ele "é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal". Dentro dessa perspectiva, Kardec teria fundado o que naquele momento se chamou de "ciência espírita",[nb 6] tendo como objecto de estudo o espírito e adotando uma postura teórico-metodológica própria, ou seja, não baseada no método científico.[nb 7] Na "Revue Spirite", que publicou até à sua morte, Kardec analisa vários relatos de fenômenos aparentemente mediúnicos ou sobrenaturais, oriundos de diversas partes do mundo. Esmerava-se por distinguir os acontecimentos que considerava verossímeis de charlatanismo e da simples imaginação superexcitada pela fé.
Na década de 1960 a pesquisa sobre reencarnação obteve repercussão graças ao trabalho de Ian Stevenson, nomeadamente com a publicação de "Twenty Cases Suggestive of Reincarnation" (1966).
Medicina espiritual
Cronologia
Século XVI
- 1575 - Nascimento de Jakob Böhme
Século XVII
- 1688 - Nascimento de Emanuel Swedenborg
Século XVIII
- 1734 - Nascimento de Franz Anton Mesmer
- 1746 - Nascimento do Abade Faria
Século XIX
- 1804 - Nascimento de Hippolyte Léon Denizard Rivail (Allan Kardec)
- 1805 - Nascimento de Jean-Baptiste Roustaing
- 1826 - Nascimento de Andrew Jackson Davis
- 1830 - Publicação da primeira obra espírita: "La Voyante de Prevorst", do Dr. Justinus Kerner
- 1831 - Nascimento de Bezerra de Menezes
- 1832 - Nascimento de Alexandre Aksakof
- 1833 - Nascimento de Daniel Dunglas Home
- 1834 - Nascimento de Johann Karl Friedrich Zöllner
- 1837 - Nascimento de Albert de Rochas
- 1838 - Nascimento de Charles Foster
- 1839 - Nascimento de William Staiton Moses
- 1843 - Nascimento, em Portugal, do Dr. Sousa Martins
- 1846 - Nascimento de Léon Denis
- 1846 - Manifestação de Buffalo (Irmãos Davenport)
- 1847 - Primeira reunião espírita em Manchester, nos Estados Unidos da América
- 1848 - Manifestação de Hydesville (Irmãs Fox)
- 1849 - Nascimento de Elizabeth d'Espérance (Mme. d'Espérance)
- 1850 - Manifestação, nos EUA, da mediunidade de efeito físicos de Daniel Dunglas Home
- 1854 (31 de Janeiro) - Nascimento de Eusápia Paladino
- 1854 (10 de Junho) - Fundação, em Nova Iorque, do periódico "The Christian Spiritualist"
- 1855 - Nascimento de Jean Meyer
- 1857 - Publicação da obra "Livre des Esprits", de Kardec
- 1858 - Lançamento, em França, de "La Revue Spirite", por Kardec
- 1858 - Nascimento de William Eglinton
- 1859 - Nascimento de Arthur Conan Doyle
- 1861 - Auto-de-fé de Barcelona
- 1861 - Primeira fotografia espírita (William Mumler, Boston/MA)
- 1865 - Nascimento de Fernando Augusto de Lacerda e Mello
- 1867-1882 - London Dialectical Society
- 1869 - Lançamento, no Brasil, do periódico O Echo d'Álem-Túmulo, por Luís Olímpio Teles de Menezes
- 1869 - Morte de Allan Kardec
- 1874 - Primeiras experiências do académico inglês William Crookes com a médium Florence Cook
- 1874 - Nascimento de Harry Houdini
- 1875 (16 de Junho) - Primeira audiência, em Paris, do chamado "Procés des Spirites", em que foi indiciado Pierre-Gaëtan Leymarie
- 1875 - Fundação da Sociedade Teosófica em Adyar, na Índia
- 1877 - Nascimento de Edgar Cayce
- 1878 - Nascimento de Ngô Văn Chiêu, fundador do Caodaísmo
- 1882 - Fundação da Society for Psychical Research
- 1883 - Lançamento, no Brasil, do periódico Reformador por Augusto Elias da Silva
- 1884 - Fundação da Federação Espírita Brasileira
- 1885 - Fundação da American Society for Psychical Research
- 1885 - 1917 - Psicografia dos romances de Rochester (espírito) pela médium russa Vera Kryzhanovskaia
- 1889 - Congresso espírita e espiritualista internacional em Paris
- 1891 - Início da pesquisa de Cesare Lombroso com Eusápia Paladino
- 1900 - Congresso espírita e espiritualista internacional em Paris
Século XX
- 1903 - Experiências, em Argel, de Charles Robert Richet e de Gabriel Delanne, com a médium de efeitos físicos Marthe Beráud (depois Eva Carrière)
- 1908 - Manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, pelo médium Zélio Fernandino de Moraes, dá origem à Umbanda no Brasil
- 1908 - Em Portugal, publicação do primeiro volume de "Do País da Luz", coletânea de textos psicografados pelo médium Fernando de Lacerda
- 1910 - Nascimento de Francisco Cândido Xavier
- 1912 - Constituição da Ordem Mística do Templo da Rosacruz
- 1913 - Escândalo do periódico "Miroir": fotografias do Dr. Albert von Schrenck-Notzing
- 1916 - Constituição da Igreja Católica Liberal
- 1917 - Produção das fotografias das chamadas "Fadas de Cottingley"
- 1918 - Fundação do Institut Métapsychique International
- 1922 - Congresso Internacional Espírita em Londres
- 1923 - Fundação da International Spiritualist Federation em Liège, na Bélgica
- 1924 - Teoria científica do espiritismo, por Charles Henry
- 1925 - Congresso Internacional Espírita em Paris, organizado pela Federação Espírita Internacional, congrega representantes de 22 países, sob a presidência de Léon Denis
- 1925 - Em Portugal, realização do I Congresso Espírita Nacional, promovido pela União Espírita Algarvia
- 1925 - No Brasil, publicação de "Vozes do Além pelo Telephone" de Oscar D'Argonnel, pioneiro da transcomunicação instrumental
- 1926 - Publicação de "The History of Spiritualism (2 vol.)" de Arthur Conan Doyle
- 1926 (Maio) - Em Portugal, constituição da Federação Espírita Portuguesa (FEP)
- 1932 - Publicação de Parnaso de Além-Túmulo de Francisco Cândido Xavier
- 1939 - Fundação da União Espiritista de Umbanda do Brasil
- 1941 (de 19 a 26 de Outubro) - Realização do I Congresso Brasileiro de Umbanda pela Federação Espírita de Umbanda
- 1946 - I Congresso Espírita Pan-Americano em Buenos Aires, na Argentina
- 1946 - Fundação da Confederação Espírita Pan-Americana durante o I Congresso Espírita Pan-Americano
- 1949 - II Congresso Espírita Pan-Americano no Rio de Janeiro, no Brasil, promovido pela Liga Espírita do Brasil
- 1956 - Publicação de "The Search for Bridey Murphy", de Morey Bernstein
- 1961 (de 16 a 23 de Julho) - Realização do II Congresso Brasileiro de Umbanda no auditório da Associação Brasileira de Imprensa no Rio de Janeiro
- 1963 - Fundação do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas, na cidade de São Paulo
- 1966 - Publicação de "Twenty Cases Suggestive of Reincarnation" do estadunidense Ian Stevenson
- 1973 (de 15 a 21 de Julho) - Realização do III Congresso Brasileiro de Umbanda, no Rio de Janeiro
- 1983 - Publicação de "Out on a Limb" de Shirley MacLaine
- 1994 - Em Portugal, realização do II Congresso Nacional de Espiritismo
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